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Com o crescimento do número de idosos e nível de sedentarismo, país corre o risco de ter uma população com altos índices de problemas de saúde.


O sedentarismo pode ser o grande vilão do envelhecimento saudável no Brasil. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram: na América Latina, o país registra o menor índice de prática de exercícios. Se no mundo estima-se que 27% da população não faz atividades físicas com regularidade, por aqui, o número chega a 47%. Em média, um em cada dois brasileiros não tem o hábito de se exercitar com frequência, ou seja, 98 milhões de pessoas. Após os 65 anos, esse índice tende a aumentar.

O estudo Healthy Brain and Well-Being: Sedentary Lifestyle can Impact Cognitive Ability Adversely mostra que o sedentarismo contribui para o declínio progressivo das funções cerebrais. Uma das soluções apontadas é a prática de exercícios aeróbicos, que aumentam o fluxo sanguíneo no cérebro, auxiliam na formação de novos neurônios e ampliam o número de sinapses cognitivas entre eles. Resultado: redução de sintomas como ansiedade, depressão, estresse e perda de memória.

“Sabe-se que a atividade física é importante para a manutenção da saúde do idoso, bem como sua capacidade funcional. Nas últimas duas décadas foram publicados vários estudos que correlacionaram a atividade física com benefícios na cognição, diminuindo o aparecimento de síndromes demenciais, como, por exemplo, a doença de Alzheimer”, informa a geriatra Ana Catarina Quadrante, que atua na Cora Residencial Senior – rede especializada na promoção de saúde, bem-estar e qualidade de vida de idosos.

Outros agravantes do sedentarismo

Além do sedentarismo favorecer o desenvolvimento de demências e problemas psicológicos, também tem como um dos agravantes a obesidade. Esta, por sua vez, é o principal fator de risco para o surgimento de doenças como hipertensão arterial, diabetes e até câncer. O problema é o quarto fator mundial de mortalidade.

Devido aos altos índices, organizações como a OMS e a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) recomendam a prática de exercícios como um dos protocolos para o envelhecimento saudável e aumento da longevidade. Com base nisso, a Cora Residencial Senior conta com uma programação de atividades diárias que estimulam as partes física e cognitiva com exercícios aeróbicos, jogos, festas temáticas, bailes e muitos outros, com o objetivo de promover saúde, bem-estar e qualidade de vida aos idosos.

Por isso, quem acha que após os 60, é hora de parar, engana-se. A dra Quadrante alerta: nunca é tarde para começar a se exercitar. “Idealmente, a atividade física deve ser mantida durante toda a vida. No entanto, o fato do indivíduo não ter realizado anteriormente, não impede que a inicie, independentemente da idade. É importante manter acompanhamento médico para avaliar as condições de saúde e determinar qual a modalidade de atividade física é mais adequada”.

Segundo a OMS, o mínimo recomendado é de 2h30 de exercícios semanais o que equivaleria a 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.


Fonte:

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Alexandre Magno dizia que – Conhecer a si mesmo é a tarefa mais difícil pois incita diretamente a nossa racionalidade, mas também coloca à prova nossos medos e paixões. Se conseguirmos nos conhecer a fundo, saberemos compreender os outros e a realidade que os rodeia.

O autoconhecimento e a inteligência interpessoal

Este rei macedônio tinha toda a razão porque através do autoconhecimento aprendemos a nos desenvolver com eficácia na vida e a enfrentar nosso dia a dia de forma mais tranquila.  Saber realmente como somos, o que sentimos ou que metas queremos alcançar são capacidades que se associam à inteligência interpessoal.
Ter inteligência interpessoal significa entender quem somos, saber identificar nossas emoções e agir em consequência disso.  Habilidades que nos permitem regular nosso comportamento, resolver problemas de modo eficaz e tomar decisões.  Com o autoconhecimento, aprendemos a identificar nossas capacidades e também nossas limitações. Isto nos ajuda a planejar metas de forma mais realista evitando frustrações futuras. As pessoas dotadas de inteligência interpessoal sabem dominar suas emoções e adequá-las às circunstâncias.
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Potencializar a inteligência interpessoal é conhecer a si mesmo

É possível aprimorar a inteligência interpessoal?  Se você está interessado em crescer interiormente, conhecer a si mesmo, pode realizar uma série de exercícios que o ajudarão a potencializar essa inteligência.
– Controle as suas emoções:  esta é uma habilidade que você precisa aprender a trabalhar.  Controlar não significa não sentir, mas sim saber como agir frente a essa emoção ou sentimento.  Aprenda a identificar as emoções negativas para transformá-las em positivas. Por exemplo: se você se sente zangado, analise o motivo que o faz estar assim e tente redirecioná-lo. Uma dica muito eficaz é rir de alguma trivialidade, este recurso o ajudará a transformar as emoções negativas em positivas.
– Viaje ao seu interior. Erich Fromm dizia que “o autoconhecimento começa pela autoaceitação.  Aceite-se e se conhecerá melhor”. Faça uma lista das suas virtudes e outra dos seus defeitos. Peça a alguém próximo que faça o mesmo para conhecer qual imagem as pessoas têm de você. Compare ambas listas e tente melhorar aquilo de que não gosta.
– Coloque em prática. Observe como as suas emoções influenciam o seu estado de ânimo e procure a forma de transformar as negativas em positivas. Anote numa folha de papel os comportamentos que o fizeram se sentir mal e pense como poderia solucioná-los. Por exemplo:  quando você se sente triste, o que poderia fazer pra mudar essa sensação? Falar com um amigo? Ponha-o em prática.
– Aceite-se como você é: Jean-Jaques Rousseau dizia que “ninguém pode ser feliz se não se apreciar a si mesmo”Analise quais são suas capacidades e limitações. Fixe metas de curto e médio prazo em função das mesmas. Isto reforçará sua autoestima e lhe ensinará a aceitar-se tal como é. Um ótimo exercício para conhecer a si mesmo.
– Compreenda-se: tome nota durante um tempo de como se sente ao longo do dia. Quando acorda, à meia manhã, ao meio-dia, à tarde e antes de se deitar. Procure investigar qual é a causa dessas emoções.
Siga estas dicas e você comprovará como, ao conhecer a si mesmo, suas relações internas e com os outros irão melhorar. Porque como diz Jorge Bucay “só sabendo quem somos poderemos começar a ser melhores para nós mesmos e para os outros”.

Fontes: