A Cultura Popular de Pernambuco encontra no Mamulengo um dos seus mais expressivos trabalhos de artes cênicas em interação com a plateia. É praticamente impossível estar diante de um trabalho de teatro de bonecos, o nosso mamulengo, e não interagir com as figuras que naturalmente nos envolve no “brinquedo do faz de conta”, independentemente das faixas etárias e de outras particularidades de cada indivíduo do público presente. O catálogo aponta esse e outros fatos curiosos do brinquedo e está sendo distribuído para Centros Culturais, Bibliotecas, assim como para pesquisadores, escolas de Artes Cênicas e grupos de teatro de bonecos de todo o Brasil, no intuito de divulgar nossos artistas e abrir espaços e mercado de trabalho para eles, lembrando que o Mamulengo é Patrimônio da Cultura Brasileira.
O Catálogo do Mamulengo Pernambucano, patrocinado pelo Funcultura, com produção cultural de Alexandre Albuquerque, é ilustrado com fotos assinadas por Alexandre Albuquerque e Hans von Manteuffel, com texto de Romildo Moreira, contando com a assessoria e entrevistas conduzidas pelo ator e mamulengueiro Fábio Caiu. Este catálogo reúne dezessete mamulengueiros em atividades tais como: criação e apresentação de espetáculos, criação e feitura de bonecos e figuras do mamulengo, assim como o ensino da arte do teatro de bonecos para novas gerações. Entre eles destacamos o Mestre Zé de Vina, da cidade de Lagoa de Itaenga; Mestre Zé Lopes, da cidade de Glória do Goitá; Sebá, de Caruaru; Fernando Augusto, de Olinda, entre outros.
O segundo lançamento do Catálogo do Mamulengo Pernambucano acontecerá na cidade de Olinda, contando com atividades dos artistas presentes, assim como exposição e venda de bonecos e outras curiosidades oferecidas pelo Museu do Mamulengo, instalado no Mercado Eufrásio Barbosa, no bairro do Varadouro. Na ocasião, o Mestre Miro, de Carpina, fará uma apresentação do seu trabalho para o público presente.
II Lançamento do Catálogo do Mamulengo Pernambucano
Local: Museu do Mamulengo no Mercado Eufrásio Barbosa – Olinda PE.
Cultura é um conjunto de particularidades que caracterizam um grupo de pessoas, uma família ou uma sociedade. É formada por princípios morais, hábitos, costumes, histórias, manifestações religiosas, entre outros.
A palavra cultura também pode representar variados fenômenos sociais que surgem ao longo da história e que caracterizam um tipo de comportamento em diferentes momentos históricos.
A cultura é objeto de estudo de áreas do conhecimento como Sociologia e Antropologia, sendo importante para identificar as características de um povo e a forma de organização das sociedades em épocas distintas.
Conheça um pouco dos diferentes tipos de cultura que existem:
Cultura popular
A cultura popular é composta por características que representam uma sociedade. É formada por elementos representativos de um grupo social, sendo uma forma de expressão de identidade de um determinado povo.
É caracterizada pelo surgimento espontâneo, já que é derivada de hábitos e costumes sociais. É caracterizada também pela simplicidade, pois não requer conhecimentos refinados para que seja compreendida e vivenciada.
A cultura popular é passada entre gerações, por meio dos relacionamentos humanos. Além disso, não é um conjunto de características imutáveis, pois molda-se de acordo com as mudanças sociais e comportamentais que ocorrem com o passar do tempo.
Nesse tipo de cultura estão incluídos: hábitos alimentares, idiomas, festas populares, gosto musical, comportamento, expressão de religiosidade, organização social e relacionamentos.
Cultura brasileira
A cultura brasileira é muito rica e diversa, pois é formada a partir da mistura de várias etnias que chegaram ao país. Assim, a cultura brasileira é caracterizada pela miscigenação, a mistura de diferentes.
Fazem parte da cultura brasileira, por exemplo, elementos que pertencem aos povos indígenas que já viviam no território antes da chegada dos portugueses.
Os aspectos culturais trazidos pelos portugueses e por imigrantes de outros países europeus também integram a cultura brasileira. Da mesma forma, os hábitos culturais do povo negro, também são uma presença muito forte na cultura do país.
Cultura afro-brasileira
A cultura afro-brasileira é formada pelo conjunto de inúmeras manifestações culturais que têm sua origem nos povos oriundos do continente Africano.
Ela reflete todas as formas de expressão cultural destas etnias e está expressa na representação da identidade, nos hábitos alimentares, na música, nas histórias contadas dentro das famílias e etc.
A cultura afro-brasileira é fundamental dentro da história da cultura do Brasil, pois representa as origens e conta a história de grande parte da população do país.
Em geral, encontra-se essa cultura mais fortemente representada nas regiões que receberam o maior número de escravos durante o período do Brasil Colonial. São alguns exemplos os seguintes estados: Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo.
Algumas das mais conhecidas formas de expressão da cultura afro-brasileira são:
As manifestações religiosas de Candomblé e Umbanda.
A capoeira e o samba.
Comidas como a feijoada, acarajé e vatapá.
Cultura organizacional
A cultura organizacional é relacionada com o ambiente empresarial e inclui as regras e normas que devem ser utilizadas e seguidas dentro de uma empresa ou organização.
No conceito de cultura organizacional são incluídos dois fatores fundamentais:
Comportamento: condutas que são esperadas dos funcionários que fazem parte do quadro funcional da empresa: inclui questões de administração dos recursos humanos.
Clima: é o ambiente que deve ser construído e respeitado dentro da empresa, sendo fundamental para garantir o bom relacionamento entre os funcionários, assim como a produtividade da empresa.
Cultura erudita
A cultura erudita é o conhecimento que é obtido através do estudo e da investigação. É o tipo de entendimento que permite a formação de um pensamento crítico e reflexivo.
A cultura erudita pode ser construída através do estudo formal, técnico, da leitura ou de uma formação acadêmica, por exemplo. Tragédias gregas e exposições de arte conceitual são bons exemplos desse tipo de cultura.
Por essa razão, a cultura erudita pode ser considerada um oposto à cultura de massa, já que não é de tão fácil acesso a todas as pessoas e acaba por ser mais restrita a pequenos grupos.
Cultura de massa
A cultura de massa, um conceito relativamente novo, é um conjunto de valores e de ideias que é relacionado à influência das mídias em geral. Pode estar associada às notícias, filmes, publicidade, desenhos ou qualquer outro meio de expressão que atinja um grande número de pessoas.
São conceitos formulados e levados à população em geral - por isso chamados de cultura de massa - com o intuito de induzir determinados hábitos de consumo nas pessoas.
Esses conceitos cumprem a função de "padronizar os desejos" das pessoas, para permitir que elas desejem investir e adquirir os produtos que estão à venda no mercado, garantindo o aumento do consumo em geral.
Por essa razão, o conceito de cultura de massa é diretamente associado ao surgimento do sistema capitalista e aos hábitos de consumo. Conheça mais sobre as influências da Cultura de massa.
Para saber mais sobre o assunto, veja também os significados de Cultura, Sociologia e Antropologia.
Arte é uma palavra que se origina do vocábulo latinoarse significa técnica ou habilidade. Podemos dizer que é uma manifestação humana comunicativa muito antiga.
Definição de arte
A arte possui um caráter estético e está intimamente relacionada com as sensações e emoções dos indivíduos. Como exemplo, podemos citar a pintura, a dança, a música, o cinema, a literatura, a arquitetura, etc.
Vale salientar que a arte tem uma importante função social na medida que expõe características históricas e culturais de determinada sociedade, tornando-se um reflexo da essência humana.
Ela existe em todas as culturas e sua definição foi e continua sendo discutida incansavelmente.
O artista brasileiro Paulo Bruscky em performance de 1963, em Recife, caminhou com uma placa que indagava ao público " O que é arte? Pra que serve?"
As definições de arte ao longo da história
Para o filósofo grego Aristóteles a arte era uma imitação da realidade. Esse conceito, mais tarde, foi duramente refutado por diversas correntes artísticas que compreendiam que a arte não era somente baseada na imitação da realidade, e sim, na criação.
Durante a Idade Média havia duas vertentes sobre ela:
as artes manuais (ou mecânicas)
as artes liberais(ou intelectuais)
A primeira era considerada inferior à segunda, pois a arte somente era criada a partir do intelecto.
Se pensarmos nessa questão hoje em dia, notamos que ela está mais desenvolvida; no entanto, o trabalho manual ainda é subjugado pelo trabalho intelectual.
Como exemplo, temos o artesão e o artista, os quais compartilham um trabalho mental, ao mesmo tempo que participam da criação artística. Entretanto, o primeiro é, em grande parte, considerado um indivíduo que produz uma “arte menor” em relação ao outro.
Essa analogia da "arte erudita" e da "arte popular" permanece até os dias de hoje, sendo pauta de discussão de muitos estudiosos.
História da Arte - Cronologia
A história da arte é um ramo da ciência que estuda os processos artísticos dentro do contexto em que foram realizados. Assim, com o intuito de facilitar os estudos, a arte está dividida em períodos, a saber:
Arte Pré-Histórica: período anterior a 3000 a.C., por exemplo, a arte rupestre.
Arte Antiga: de 3000 a.C. até 1000 a.C., por exemplo a arte egípcia.
Arte Clássica: de 1000 a.C. a 300 d.C., por exemplo a arte grega e romana.
Arte Medieval: de 300 a 1350, por exemplo, a arte gótica.
Arte Moderna: 1350 a 1850, por exemplo, a arte neoclássica.
Arte Contemporânea: de 1850 aos dias atuais, por exemplo, a arte conceitual.
Arte Rupestre
Exemplo de arte rupestre - representação de bisão na Caverna de Altamira (Espanha)
A arte rupestre representa uma das mais antigas manifestações artísticas que surgiu a milhões de anos no contexto da pré-história. São desenhos ou pinturas, os quais foram produzidos, sobretudo, em cavernas, por diversos povos antigos.
Além das pinturas nas cavernas, é sabido que a escultura, a dança e a música também se iniciaram nesse período.
Sendo assim, podemos refletir sobre a necessidade humana de se expressar, expor suas ideias, uma vez que por meio do fazer artístico o homem libera suas emoções.
Na época paleolítica, por volta de 30.000 a.C., os desenhos criados tinham muita relação com a natureza. Os traços empregados para representar animais temidos eram cheios de movimentos e força. Já os animais mais dóceis como renas e cavalos eram feitos de forma mais delicada, revelando leveza e fragilidade.
Arte Sacra
Escultura Pietá (1499), de Michelangelo
A Arte Sacra representa o conjunto de obras que possuem como temática principal a religião.
Foi muito explorada antes do período do Renascimento (na Idade Antiga, Clássica e Medieval), sendo umas das principais formas de expressão durante séculos. Como exemplo temos as ilustrações, esculturas de santos e a arquitetura encontrada em diversas igrejas ou templos.
Arte Barroca
Peter Paul Rubens, pintura à óleo (1630)
Com o período do Renascimento, significativas mudanças ocorreram na Europa no século XV, como:
cientificismo
contrarreforma
surgimento da burguesia
antropocentrismo
humanismo
Nesse contexto, o artista barroco encontra na arte o local necessário para expor a confusão causada pela mudança de paradigmas.
Foi assim que a arte barroca, se distanciou, em partes, da Arte Sacra, criando uma arte mais erótica, profana, cotidiana e, portanto, não tanto idealizada.
Arte Moderna
Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral é um ícone da arte moderna no Brasil
A arte moderna surge no contexto da Revolução Industrial a partir do século XVIII.
Na arte moderna, o conceito sobre arte amplia-se um pouco e chega até a ser considerada uma "anti-arte", ou seja, ela não se preocupada com o teor estético e sim com a mensagem a ser transmitida.
No Brasil, o marco de introdução da arte moderna foi a Semana de Arte Moderna de 1922.
Nesse sentido podemos pensar que a arte tem uma função importante, além da catarse (purgação de sensações). Ou seja, uma obra artística pode conter um teor ideológico e político envolvido, o que leva o público a refletir sobre o conceito e não simplesmente visualizar as obras.
Arte Abstrata
Transverse Line (1923), Wassily Kandinsky, é um exemplo de pintura abstrata
Uma das características das artes visuais do período moderno foi o surgimento da corrente artística denominada Abstracionismo.
De tal modo, a arte abstrata propõe uma obra visual não representacional, ou seja, ela prioriza as formas abstratas em detrimento de figuras que fazem parte da realidade.
Essa corrente surgiu no contexto do Modernismo, mediante a liberdade de expressão e refutação ao academicismo, e está relacionada com os movimentos vanguardistas.
Arte Contemporânea
Soldier throwing flowers, obra do artista contemporâneo Banksy
A arte contemporânea ou arte pós-moderna surgiu no século XX, embora muitos estudiosos preferem indicar sua origem no final do século XIX.
A arte contemporânea abrange um conceito de arte mais aberto, sendo pautado, portanto, na originalidade, experimentações artísticas e técnicas inovadoras.
Assim, ela admite diversas modalidades e linguagens artísticas bem como a mistura entre elas. Hoje, fala-se em arte performática, arte multimídia, arte étnica, dentre outros.
Da mesma maneira que a arte moderna, a arte contemporânea foca na ideia a ser transmitida em detrimento do valor estético da obra.
Sua principal função é fazer as pessoas pensarem, não somente com trabalhos que abriguem conceitos estéticos de harmonia e beleza, mas a partir de obras que muitas vezes extrapolam os limites da consciência humana.
A ideia é que as pessoas tenham contato com as obras de arte através do "choque estético" e que assim ocorram processos catárticos e que favoreçam a atividade reflexiva.
Artes Visuais
Importante conhecer o conceito de Artes Visuais, uma vez que tem gerado muita confusão.
Algumas pessoas acreditam que as artes visuais incluem somente as pinturas.
No entanto, o conceito de artes visuais é muito mais amplo e está relacionado com o próprio nome “visual”. Ou seja, representa aquela arte que conseguimos ver: pintura, escultura, arquitetura, teatro, dança, fotografia, dentre outras.
Tipos de Artes
Sabemos, que o conceito de arte foi se expandindo com o passar dos anos, o qual acompanhou o desenvolvimento dos homens e da sociedade.
De tal modo, hoje temos uma infinidade de modalidades artísticas expressas por diversas linguagens (visual, auditiva, tátil, dentre outros) que surgiram, por exemplo, com o advento da informática.
Assim, anteriormente, a arte era dividida somente em 7 vertentes:
Música
Dança
Pintura
Cinema
Escultura/Arquitetura
Teatro
Literatura
No entanto, com o desenvolvimento da sociedade, outros tipos de artes foram incluídos à lista:
A vida de Bom Jardim remonta ao período de dominação portuguesa, nos tempos da Capitania de Itamaracá. Na primeira metade do século XVIII, um colonizador português mandou edificar uma capela dedicada a sua santa de devoção, a Senhora Sant’Ana, após receber sesmaria de Pero Vaz de Souza.
Em 1757 a sua solicitação por assistência religiosa foi atendida com a chegada do padre José Inácio Teixeira, enviado por Ato da Mesa da Consciência e Ordens, para a Freguesia ou Curado de Sant’Ana, bem como, a Paróquia de Sant’Ana, seu primeiro vigário.
José Inácio Teixeira, encantou-se com a paisagem, classificando o local de majestoso, pois havia “árvores de ouro”, referindo-se as flores amarelas dos pau-d’arcos ou ipês. E assim, nomeou o município com a seguinte frase: “Este sim é um bom jardim! Um Sítio que possui árvores de ouro que os outros sítios não possuem. Será este lugar de hoje por diante chamado de Bom Jardim!”.
E assim, ao redor da capela erguida em homenagem a Sant’Ana, o povoado foi desenvolvido. Primeiro, com a chegada dos mercadores de algodão do sertão da Paraíba. Depois, com o movimento dos tropeiros que iam buscar aquele produto em Campina Grande, para vender no Recife. Em pouco tempo, o lugarejo ficaria conhecido em todo o Agreste pernambucano como ponto de referência por sua beleza e hospitalidade.
Com a transição do século XVIII para o XIX, vários fatores levaram a solidificar a história local quando Bom Jardim recebera os Foros de Distrito no ano de 1800, estabelecendo sua autonomia como um povoado aguerrido em busca de sua distinção política, recebendo do Governo do Império do Brasil a carta magna de Emancipação no ano de 1871.
Esse fator impulsionou mais uma vez o desenvolvimento do município quando em 1874, uma Companhia Italiana, dirigida pelo Frei Cassiano de Comacchio, veio reconstruir o templo da Matriz de Sant’Ana que se tornava pequena para os moradores do lugar que aumentava consideravelmente. Assim, em 1876, os missionários capuchinhos construíram a bela Igreja Matriz, em estilo toscano.
Constituído oficialmente em 1983, o município é formado pelos distritos sede, Umari, Bizarra e Tamboatá, e pelo povoado de Lagoa Comprida. Bom Jardim faz fronteira com Orobó e Machados ao Norte; João Alfredo ao Sul; Vicência e Limoeiro ao Leste e Surubim e Casinhas ao Oeste. Possui uma área de 208,39 km² e sua população estimada é de 49.924 habitantes segundo o CENSO de 2009.
A maior festa religiosa do município, a Festa do Glorioso Mártir São Sebastião é celebrada no período de 24 de janeiro a 02 de fevereiro. Resultado de uma promessa fortalecida pela Senhora Otília Engrácia de Oliveira (Tila) em virtude do livramento da Peste Bubônica que assolava toda região. A tradicional novena é mantida desde o ano de 1926.
Já a festa da padroeira da cidade, Sant’Ana, é celebrada no período de 17 a 26 de julho, com muita dedicação de todos os fiéis.
Solenidade promovida pelo Governo de Pernambuco também premiou os vencedores do 4º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural
Jan Ribeiro/Secult-PE
Os seis novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foram eleitos pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CPPC), no último dia 10 de julho
O Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura e Fundarpe, realizou nesta sexta-feira (16), no Teatro de Santa Isabel, no Recife, a entrega dos prêmios dos vencedores do 4º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural, além da titulação dos seis novos Patrimônios Vivos do Estado (PV). Participaram da solenidade – uma comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado oficialmente no próximo sábado (17) – diversas autoridades e PVs registrados, que puderam assistir também, ao longo da cerimônia, às apresentações da Tribo Indígena Carijós do Recife, do Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira, do Mestre Nado e do Mestre Calixto. A iniciativa integrou a programação da12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promovida pela Secult-PE/Fundarpe.
Participaram da solenidade: Renata Duarte Borba, superintendente do Iphan; Silvio Amorim, presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. José da Costa Carvalho, representando a família de Ayrton Carvalho de Almeida; Leda Alves, secretária de Cultura do Recife; Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe; e Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco, além dos prefeitos de Ouricuri e de Nazaré da Mata.
Jan Ribeiro/Secult-PE
Solenidade também serviu para a entrega dos prêmios dos vencedores do 4º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural
“Represento aqui hoje o governador Paulo Câmara, que não está presente porque participa da escuta do Todos por Pernambuco, no Sertão do Estado. Mas trago uma mensagem de muito respeito aos mestres e mestras, agraciados ou não, que são a base da cultura pernambucana. Vocês são nossas bússolas e faróis na busca por direções que nos levem ao reconhecimento da importância da cultura. Que a gente possa ter nisso a referência do que é ser pernambucano”, celebrou Gilberto Freyre Neto.
Para Marcelo Canuto, todos os gestores que ali compunham a mesa são parceiros na gestão pública e dividem o desafio que o Brasil vive. “É muito animador nos reunirmos aqui para valorizar a cultura pernambucana. O reconhecimento do Patrimônio Vivo é, acima de tudo, valorizar, proteger e promover os mestres que possuem tanto valor cultural”, disse o gestor.
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O secretário Gilberto Freyre Neto esteve na solenidade representando o governador de Pernambuco, Paulo Câmara
Receberam o 4º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco os seguintes projetos: na categoria Formação, Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias (1º lugar) e Cinema no Interior (2º lugar); na categoria Acervo Documental e Memória, Real Hospital Português (1º lugar) e Fundação Cultural Cabra de Lampião (2º lugar); e na categoria Promoção e Difusão, Canal Babau: Salvaguarda do Mamulengo Pernambucano (1º lugar) e Contos de Ifá (2º lugar). Cada um dos vencedores receberá um incentivo no valor de R$ 20 mil (primeiros lugares) e R$ 10 mil (segundos lugares).
Nessa quarta edição, foram inscritos 34 projetos, dos quais 21 da Região Metropolitana, 3 do Agreste e 9 do Sertão. Além dos vencedores, a comissão, também fez menções honrosas às seguintes iniciativas: Educação para Museus (Formação), Reorganização do Acervo Documental da Arquidiocese de Olinda e Recife (Acervo Documental e Memória) e XIII Kipupa Malunguinho (Promoção e Difusão).
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Wagner Porto Cruz, do Canal Babau, falou em nome de todos os premiados sobre a importância desse prêmio
Wagner Porto Cruz, do Canal Babau, falou em nome de todos os premiados sobre a importância desse prêmio. “Acredito que mais uma vez Pernambuco cumpre um papel histórico de mostrar ao país como se faz política cultural e de como é possível avançar nesse sentido. Agradeço a todos os que fazem esse prêmio acontecer e a todo mundo que está na batalha pela cultura popular do Estado”, disse o mamulengueiro.
Patrimônios Vivos – Eleitos pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CPPC), no último dia 10 de julho, os seis novos Patrimônios Vivos de Pernambuco foram diplomados nesta sexta-feira (16), no Teatro de Santa Isabel. São eles: Mestre Saúba (Brinquedos populares e mamulengos, de Jaboatão dos Guararapes); Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira (Nazaré da Mata); Mestre Aprígio (artesão do couro, de Ouricuri); Mestre Nado (artesão de instrumentos musicais feitos de barro, de Olinda); Mestre Assis Calixto (mestre de coco, de Arcoverde); e Tribo Indígena Carijós do Recife (Caboclinho, do Recife).
Em sua fala, Aramis Macedo, presidente do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, ressaltou “que a entrega do Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho e do Patrimônio Vivo só é possível por conta de uma política pública implementada há vários anos no Estado, em prol da cultura pernambucana e que tem sido cada vez mais aprofundada. Somos o primeiro estado a estabelecer uma política como essa e é o que mais investe nos seus patrimônios registrados”.
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“Somos o primeiro estado a estabelecer uma política como essa e é o que mais investe nos seus patrimônios registrados”, ressaltou Aramis Macedo, presidente do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio
Este foi o 14º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco – RPV-PE, realizado pelo Governo de Pernambuco, com o objetivo de reconhecer, estimular e proteger iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sociocultural e profissional dos mestres e das mestras e grupos de notório saber. Os vencedores passam a receber bolsa vitalícia de R$ 1.600 (um mil e seiscentos reais), no caso de pessoa física, e R$ 3.200 (três mil e duzentos reais) no caso de grupos, pessoas jurídicas.
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O Coco Raízes de Arcoverde, ao lado de Assis Calixto, também se apresentou durante a cerimônia
Nos últimos dois anos, a Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco obteve significativos avanços. Em 2017, 13 municípios pernambucanos participavam da iniciativa. Em 2019, esse número subiu para 30. Além disso, em 2018, o projeto recebeu o Prêmio Melo Franco de Andrade, entregue às ações de preservação do patrimônio mais importantes do país.
Mestre Saúba revelou que essa era uma das horas mais esperadas da sua vida. “É a minha maior honra, e eu sonhava com isso. Se eu trabalhava com amor, agora vou trabalhar dobrado. E trabalha para ensinar aquelas crianças que não sabem da brincadeira, nas famílias e nas escolas. A gente não quer que o artesanato seja perdido, ele tem que ser apurado”, comemorou o novo Patrimônio Vivo.
Anderson Santos subiu ao palco do Santa Isabel representando seu irmão, o Pai Jefferson Nagô (in memoriam), responsável pela reativação do Caboclinhos Carijó. “Em 2011, meu irmão reativou a mais antiga tribo de caboclinhos do Recife, que é o Carijós, e prometo que nós nunca mais vamos deixar esse legado acabar”.
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Quem também se apresentou no Santa Isabel foi o Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira
Mestre Aprígio com suas poucas palavras deixou registrado sua emoção e que acreditava que o povo de Ouricuri, sua terra natal, estava mais feliz ainda. Também com poucas palavras, Mestre Nado agradeceu ao título e cantou uma música sua, a “Ciranda para todos”.
Edilamar Cambinda Brasileira, presidente do maracatu, comentou que estava muito honrada por receber este título. “Foi uma batalha muito grande recebê-lo. Nós participamos desde a primeira edição e pra mim é uma honra estar aqui recebendo essa premiação. São 101 anos de história levando o nome de Pernambuco para o mundo”, destacou.
Por fim, Assis Calixto lembrou da missão à frente do grupo Coco Raízes de Arcoverde e de seu trabalho como artesão. “Meu trabalho é nas escolas e nunca pensei que ganharia um prêmio, porque eu fazia por vontade de levar o coco arcoverdense para as crianças e novas gerações. Estou muito satisfeito com meu trabalho”, disse o mestre.
Além dos titulados, os Patrimônios Vivos presentes na solenidade foram Mestre Galo Preto, Maestro Formiga, Índia Morena, Associação Musical Euterpina, Dedé Monteiro, Caboclinho Canindé, Didi do Pagode, Clube de Boneco Seu Malaquias, Dona Prazeres, Canhoto da Paraíba, Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, Cristina Andrade e Mestre Chocho.